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terça-feira, 25 de março de 2014

ESTREIA DE SENNA NA F1 COMPLETA 30 ANOS


Muito obrigado pelas alegrias que você nos proporcionou às manhãs de domingo. Alegrias das quais, até hoje (20 anos), não tivemos mais!!!

 Fique com Deus!!!!

Eduardo Mariño Rial



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

  • Arqueólogos 'recriam' escola de gladiadores romana
  • O local fazia parte da cidade de Carnuntim, um importante posto militar e de comércio do império romano
    O local fazia parte da cidade de Carnuntim, um importante posto militar e de comércio do império romano
Arqueólogos conseguiram recriar digitalmente uma escola de gladiadores romana descoberta às margens do rio Danúbio, na Áustria.
As ruínas datam do século 2 a.C. e ainda permanecem em grande parte enterradas.

Para reconstruir virtualmente o local, os cientistas usaram radares de ponta capazes de penetrar no solo e mapear o que está sob a terra.

O trabalho dos arqueólogos foi publicado no periódico Antiquity.

Esta escola de gladiadores - elas eram chamadas de ludus na época - só perde em tamanho para outra que ficava atrás do Coliseu, em Roma, a Ludus Magnus.

A escola está numa área de 11 mil metros quadrados, cercada por uma muralha. O edifício propriamente dito ocupa 2,8 mil metros quadrados.

A escola ficava em Carnuntum, uma cidade romana que era um importante posto militar e comercial do império há 17 séculos. Estima-se que 50.000 pessoas viviam ali.

Segundo arqueólogos, a escola eram bem estruturada, tinha uma área circular de treinamento, celas para os gladiadores, áreas de banho e uma residência.

Estima-se que cerca de 100 escolas de gladiadores existiram durante o império romano, mas quase todos foram destruídos ou soterrados para que fossem erguidas novas construções sobre elas.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas- noticias/bbc/2014/02/28/arqueologos-recriam-escola-de-gladiadores-romana.htm

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

E MAIS UMA VEZ OS IMPERADORES DO CONSUMISMO "GANHAM" A SIMPATIA DOS ACULTURADOS!!! MEDÍOCRE A PROPAGANDA DO GUARANÁ TIRANDO O SARRO DOS "GRINGOS", SOB O COMANDO DO "MALANDRO" BRASILEIRO NEYMAR!!!! Depois os brasileiros querem ser respeitados lá fora!!! SANTA IGNORÂNCIA!!! POBRE DO POVO BRASILEIRO!!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

2014 - ANO INTERNACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR



Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014 visa a aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focalizando a atenção mundial em seu importante papel na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.
O objetivo do AIAF 2014 é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado.  O AIAF 2014 vai promover uma ampla discussão e cooperação no âmbito nacional, regional e global para aumentar a conscientização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares.

O QUE É AGRICULTURA FAMILIAR?

A agricultura familiar inclui todas as atividades agrícolas de base familiar e está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural. A agricultura familiar consiste em um meio de organização das produções agrícola, florestal, pesqueira, pastoril e aquícola que são gerenciadas e operadas por uma família e predominantemente dependente de mão-de-obra familiar, tanto de mulheres quanto de homens. 
Tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento, a agricultura familiar é a forma predominante de agricultura no setor de produção de alimentos.
Em nível nacional, existe uma série de fatores que são fundamentais para o bom desenvolvimento da agricultura familiar, tais como: condições agroecológicas e as características territoriais; ambiente político; acesso aos mercados; o acesso à terra e aos recursos naturais; acesso à tecnologia e serviços de extensão; o acesso ao financiamento; condições demográficas, econômicas e socioculturais; disponibilidade de educação especializada; entre outros.
A agricultura familiar tem um importante papel socioeconômico, ambiental e cultural.

POR QUE A AGRICULTURA FAMILIAR É IMPORTANTE?
  • A agricultura familiar e de pequena escala estão intimamente vinculados à segurança alimentar mundial. 
  • A agricultura familiar preserva os alimentos tradicionais, além de contribuir para uma alimentação balanceada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais.
  • A agricultura familiar representa uma oportunidade para impulsionar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover a proteção social e o bem-estar das comunidades. 


Fonte: http: www.fao.org/family-farming-2014/home/pt/

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Faraó Tutancâmon pode ter morrido atropelado por carruagem, diz estudo.
Em Londres




Imagens do mês (novembro/2013)8 fotos

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O faraó Tutancâmon pode ter morrido atropelado por uma carruagem quando tinha apenas 19 anos, segundo novo estudo conduzido pela Sociedade Egípcia de Exploração. Cientistas britânicos voltaram a analisar os traumatismos da múmia com uma "autópsia virtual" e constataram que uma carruagem se chocou contra o faraó enquanto ele estava de joelhos, o que esmagou sua pélvis e pressionou as costelas contra seus órgãos vitais Ben Curtis/AP
Cientistas britânicos acreditam ter resolvido o mistério que durante milênios cercou a morte do faraó egípcio mais famoso: Tutancâmon pode ter morrido com 19 anos atropelado por uma carruagem.
Essa é a conclusão de um estudo da Sociedade Egípcia de Exploração, cujo conteúdo completo será revelado no próximo domingo (10) em um documentário da rede de televisão britânica Channel 4.
A pesquisa revela que os restos do chamado "faraó menino" apresentam ferimentos similares aos que poderiam ter sido produzidos por uma colisão com uma carruagem, segundo divulgou à imprensa o diretor da sociedade, Chris Naunton.
O cientista também diz acreditar que a mumificação de Tutancâmon fracassou, a julgar pelas evidências de carne carbonizada encontradas em um exame legista de seus ossos realizado pelo antropólogo Robert Connolly, da Universidade de Liverpool, em 1969.
Howard Carter, descobridor do túmulo em 1922, e seu mecenas Lorde Carnarvon já advertiram, então, que o corpo do faraó apresentava misteriosos sinais de queimaduras, o que foi confirmado por Connolly em suas pesquisas.
O antropólogo também conseguiu determinar através de provas químicas que a carbonização da carne aconteceu dentro do sarcófago quando os óleos de embalsamar entraram em combustão pelo contato com o oxigênio e as telas.
A reação submeteu o cadáver de Tutancâmon a temperaturas superiores aos 200 graus Celsius e explica, em parte, outro dos mistérios que rodearam ao faraó: é o único que foi encontrado sem seu coração.

Fonte: http://noticias.uol.com.br

terça-feira, 6 de agosto de 2013




Pela 1ª vez, Brasil sedia congresso internacional sobre múmias



Múmias guardam segredos do passado; conheça algumas20 fotos

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A múmia Aymara faz parte do acervo do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, que sedia o 8º Congresso Mundial de Estudos em Múmias no Rio de Janeiro. É a primeira vez que o país recebe um evento internacional sobre o tema Fernando Frazão/Agência Brasil
É certo que as múmias ainda despertam muito interesse. Elas exercem um fascínio ao longo da história, não apenas para cientistas que tentam desvendar os mistérios, mas pela curiosidade que gera sobre tempos e culturas passadas. Algumas podem durar mais de 2.000 anos e podem ser encontradas no gelo, no deserto ou até mesmo em pântanos.
Pela primeira vez no Brasil, dezenas de pesquisadores se reúnem nesta semana, no Rio de Janeiro, em um evento para estudar múmias. O 8º Congresso Mundial de Estudos em Múmias começa nesta terça-feira (6) no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, e pretende reunir diferentes especialidades sobre mumificação e discutir técnicas de preservação, pesquisas menos invasivas, da microbiologia à paleoparasitologia.
"Como este é o primeiro congresso no Brasil, a ideia é cobrir a maior variedade possível de estudos sobre o tema e reunir pesquisadores dos mais diversos cantos do mundo voltados para a temática de múmias, que é bem variada, desde animais mumificados e múmias de todos os tipos", disse Claudia Carvalho, diretora do Museu Nacional, ligado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
O Brasil, em comparação a outros países, ainda está tentando avançar neste campo de estudos sobre a mumificação. Carvalho admitiu que faltam recursos, equipamentos tecnológicos para as pesquisas, mas acima de tudo, faltam pessoas para estudar.
"A ideia deste congresso é também divulgar, despertar vocações das multipossibilidades de estudos de múmias", salientou a organizadora do evento.
O corpo de pesquisadores que estudam múmias ainda é pequeno no Brasil, admite. De pesquisador sênior, não passam de 20. Mas já existem importantes trabalhos desenvolvidos na Fiocruz há duas décadas.
Cabeças do cangaço
Algo que tem chamado a atenção é um estudo antropológico que desenvolvido pelo Museu Nacional sobre a mumificação das cabeças de Lampião e Maria Bonita. Elas estiveram expostas durante anos no Museu Nina Rodrigues, em Salvador, mas, na década de 1960, as cabeças de Lampião e Maria Bonita foram reenterradas.
Claudia Carvalho integra o corpo de pesquisadores que se debruça sobre o tema e pretende entender as perspectivas da época para compreender como foi feita a mumificação das cabeças e a polêmica da devolução à família.
"O que me chamou bastante atenção foi a alusão à mumificação egípcia. As cabeças teriam sido mumificadas seguindo a tradição egípcia. Provavelmente não é certo, a tradição egípcia é mais elaborada do que o que contam os relatos, elas foram  primeiro salgadas [Lampião e Maria Bonita]", contou.
A cientista diz ter ficado surpresa com a repercussão do estudo e afirma que este tema ainda continua despertando bastante interesse.
"Essa é uma questão bastante curiosa e revela muito a perspectiva que se tinha sobre como trabalhar a ciência e os restos, a exibição de corpos humanos ou não, e devolução dos objetos às suas comunidades de origem."
O grupo de pesquisadores não cogita desenterrar Lampião e Maria Bonita, ainda mais pela polêmica que geraria tantos décadas mais tarde. Para a ciência, caso fossem desenterradas, as cabeças mumificadas já teriam perdido todo seu material de preservação.
"Ainda não conseguimos levantar, se é que existem detalhes sobre como o material foi reenterrado."
Acervo nacional
O Museu Nacional detém um importante acervo de múmias preservadas por meios naturais e artificiais: são mais de 700 exemplares guardados na reserva técnica, sendo que três delas são consideradas "múmias brasileiras" - uma foi encontrada na caverna da Babilônia, no município de Goianá, em Minas Gerais.
Algumas das múmias egípcias foram adquiridas ainda por Dom Pedro 1º, outras do período romano - que estão ainda sob estudo - foram presenteadas a Dom Pedro 2º em sua viagem ao Egito. O Museu guarda ainda múmias andinas e oito de animais egípcios, como gatos e crocodilos.
"O material biológico normalmente não se preserva a não ser em condições muito especiais. Em geral, os tecidos biológicos se decompõem após a morte, a não ser que existam condições favoráveis a isso como um clima seco e baixa umidade", explicou.
Entre os trabalhos que serão apresentados durante o congresso, há estudos de caso desenvolvidos em Luxor, no Egito, e discussões sobre a prática da plastinação - um método de preservação de tecidos humanos para fins didáticos -, além do uso de escâner e digitalização em 3D nas pesquisas.
O último encontro sobre múmias aconteceu em 2011, na cidade de San Diego, nos Estados Unidos. O congresso também já ocorreu em Santorini (Grécia), Turim (Itália), Ilhas Canárias (Espanha) e Arica (Chile). São esperados pesquisadores de países como Canadá, França Itália, México, Peru, Chile, Argentina, Dinamarca, Reino Unido, Egito e China.

terça-feira, 30 de julho de 2013

PALÁCIO DA LIBERDADE


ExposiçãoExposição informativa usa imagens de arquivo e animações

PUBLICADO EM 30/07/13 - 03h00

Foi inaugurado ontem o projeto museográfico “Palácio da Liberdade: Memórias e Histórias”, que ocupa 30 cômodos do prédio a instalado na praça da Liberdade em 1897 e que será aberto a visitação nos fins de semana e nos feriados a partir deste domingo. Permanente, a mostra marca o reconhecimento do espaço, com acervo histórico, arquitetônico, artístico e memorialístico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), como o oitavo museu do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

“O objetivo é recordar as experiências de vida dos ex-governadores do Estado, utilizando as tecnologias mais modernas. Dessa forma, será possível avaliar os aspectos do tempo em que cada um deles viveu”, explica o governador ntonio Anastasia, durante a solenidade de abertura da exposição. O evento também contou com a presença da secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, e de vários outros convidados, inclusive familiares de ex-governadores.

Instalada no térreo e no primeiro andar do Palácio da Liberdade, a exposição informativa usa imagens de arquivo e animações para simular diálogos entre personalidades políticas.

Para o museógrafo Marcello Dantas, que foi também responsável pelo projeto do Museu das Minas e do Metal, a ideia de acolher essas histórias movimenta uma restauração simbólica do espaço, a partir da circulação de memórias às vezes pouco conhecidas. “A partir disso, podemos entender vários aspectos inclusive da história do Brasil que de alguma forma convergem para esse espaço”, diz.

Já a arquiteta Glaucia Branco acrescenta que foi ressaltada, nas intervenções, a ideia de elemento-surpresa. “Foram colocados objetos com sensores de presença que reagem ao deslocamento das pessoas”, afirma a especialista.

Fonte: http://www.otempo.com.br/cidades/exposi%C3%A7%C3%A3o-retoma-hist%C3%B3ria-de-governadores-de-minas-1.688656

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Macaé, RJ, completa 200 anos de história e hospitalidade


Fundada em 1813, a cidade continua recebendo migrantes e imigrantes.
Da colônia de pescadores a potência na exploração petrolífera mundial.

Júnior Costa
Do G1 Região dos Lagos


Macaé antiga (Foto: Divulgação)Macaé na década de 1960 quando ainda era uma vila de pescador. (Foto: Divulgação)
Macaé celebra nesta segunda-feira (29) o aniversário de 200 anos de fundação da Vila de São João de Macaé, em 29 de julho de 1813. O município, estabelecido apenas em 25 de janeiro de 1814, estava longe de ser a atual “Capital Nacional do Petróleo”, mas já tinha uma característica que permanece até os dias de hoje: a sedução de migrantes e imigrantes para o trabalho e prosperidade.
Segundo a história, com a expulsão dos jesuítas, em 1795, por ordem do Marquês de Pombal, a localidade recebeu novos imigrantes vindos de Cabo Frio e de Campos para ocupar as terras já apaziguadas. O povoado progrediu, surgiram novas fazendas e engenhos. 
Macaé 200 anos (Foto: Divulgação/Petrobras)Porto de Imbetiba quando Macaé começa a receber empresas offshore. (Foto: Divulgação/Petrobras)

Atualmente, a expansão petrolífera faz com que a cidade de Macaé continue recebendo, a cada ano, centenas de trabalhadores ligados aos ramos offshore e onshore. No último censo publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Macaé possuía 206.728 habitantes, mas há quem diga que esse número foi superado e com folga por conta da chegada de novos trabalhadores na cidade. E essa especulação fez com que o mesmo IBGE projetasse para o ano passado a população macaense em 217.951 pessoas.

Banhada pelo Oceano Atlântico, Macaé acabou sendo batizada carinhosamente como a “Princesinha do Atlântico”. O município tem uma área total de 1.216 quilômetros quadrados, correspondentes a 12,5% da área da Região Norte Fluminense. A cidade está dividida em seis distritos - Sede, Cachoeiros de Macaé, Córrego do Ouro, Glicério, Frade e Sana.

De qualquer ponto dos 23 quilômetros de litoral é possível visualizar uma embarcação envolvida na exploração de petróleo que, até o ano de 2011, possuía 276 indústrias ligadas ao segmento offshore. Por conta do destaque na produção petrolífera a cidade abriga a terceira maior feira do segmento do mundo a cada dois anos. A última foi realizada em junho deste ano. 
Macaé comemora 200 anos (Foto: Romulo Campos/Divulgação)Vista de Macaé já com embarcações de exploração de petróleo no litoral. (Foto: Romulo Campos/Divulgação)

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita ultrapassa os R$ 50 mil, segundo números do IBGE. De acordo com dados da administração municipal, Macaé é responsável por 80% da produção de petróleo e 47% da produção de gás natural do país. Por conta disso, 10% da sua população é de estrangeiros.

Curiosidade

Quanto ao nome da cidade, hoje já existe um acordo entre tupinólogos de que, o mais provável, é que o termo 'Macaé' provenha do popular e delicioso “coco de catarro”, ou seja, do fruto da macabaíba, que sobre um campo azul ornamenta a bandeira da cidade.

Fonte: http://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/noticia/2013/07/macae-rj-completa-200-anos-de-historia-e-hospitalidade.html
Obrigado, Papa Francisco!!!!! Volte Sempre!!!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

"É preciso trabalhar de forma permanente para obter o lucro, que é legítimo apenas quando é produto do esforço próprio"


Rolim Amaro

quinta-feira, 13 de junho de 2013



Europeus encontram cidade perdida há mais de 1200 anos no Egito

fonte: Reprodução Site Franck Goddio/Hilti Foundation
Thônis-Héracléion é uma cidade perdida entre a lenda e a realidade. Antes da fundação de Alexandria, em 331 a.C., a cidade conheceu tempos gloriosos como a porta de entrada obrigatória do Egito para todos os navios que vinham do mundo grego. 
Ela também teve uma importância religiosa por causa do templo de Amon, que desempenhou um papel importante nos ritos associados à continuidade da dinastia. A cidade foi fundada provavelmente por volta do século 8 a.C., passou por diversas catástrofes naturais e, finalmente afundou completamente nas profundezas do Mediterrâneo no século 8 d.C..
Antes de sua descoberta, em 2000, pelo Instituto Europeu de Arqueologia Submarina (IEASM), nenhum traço de Thônis-Héracléion tinha sido encontrado. Seu nome foi quase destruído da memória da humanidade, só preservada em textos clássicos antigos e inscrições raras encontradas por arqueólogos. 
O historiador grego Heródoto (século 5 a.C.) nos fala de um grande templo, que foi construído no local onde o famoso herói Herakles deu o primeiro passo rumo ao Egito. Ele também relata a visita que Helena e seu amante Parisfizeram a Héracléion antes da Guerra de Troia.
Mais de quatro séculos depois da ida de Heródoto ao Egito, o geógrafo Estrabão observou que a cidade de Heracleion, que possuía o templo de Hércules, situava-se em linha reta para o leste da Canopus, em uma ramificação do rio Nilo.
Em pesquisa exclusiva que utiliza os mais sofisticados equipamentos técnicos, Franck Goddio e sua equipe da IEASM, em cooperação com o Conselho Supremo de Antiguidades Egípcias, foram capazes de localizar, mapear e escavar partes da cidade de Thônis-Héracléion, que fica a 6,5 ​​km ao largo da costa.
A cidade está localizada dentro de uma área de pesquisa de 11 por 15 quilômetros na parte ocidental de Aboukir. Franck Goddio encontrou informações importantes sobre os marcos antigos de Thônis-Héracléion, como o grande templo deAmon e seu filho Khonsou (Herakles para os gregos). Também levantou informações interessantes sobre o cotidiano dos habitantes da cidade perdida. 
Ele também resolveu um enigma histórico que tem intrigado os egiptólogos ao longo dos anos: o material arqueológico revelou que Héracléion Thônis eram de fato a mesma cidade com dois nomes: Héracléion era como era chamada a cidade pelos gregos enquanto os egípcios a chamavam de Thônis.
Os objetos recuperados nas escavações ilustram a beleza das cidades e sua glória, a magnificência de seus grandes templos e a abundância de evidências históricas: colossais estátuas, inscrições e elementos arquitetônicos, joias e moedas, objetos rituais e cerâmicas - uma civilização congelada no tempo.
A quantidade e a qualidade do material arqueológico escavado a partir do sítio de Thonis-Heracleion mostram que esta cidade conheceu um período de opulência e um pico em sua ocupação do século 6 a.C a 4 a.C.. Isto é facilmente observado na grande quantidade de moedas e cerâmicas deste período.
O porto de Thonis-Heracleion teve inúmeras bacias grandes e funcionava como um centro de comércio internacional. A intensa atividade no porto promoveu a prosperidade da cidade. Mais de setecentos âncoras antigas de várias formas e com mais de 60 naufrágios que datam do século 6 a.C a 2 a.C., também são um testemunho eloquente da intensidade da atividade marítima neste local.
A cidade se desenvolveu em volta do templo e uma rede de canais foi feita em torno da cidade, o que deve ter lhe dado uma aparência de "casa de lago". Nas ilhas e ilhotas, habitações e santuários secundários foram localizados. 
Escavações revelaram aqui material arqueológico de muita beleza, como estatuetas de bronze. No lado norte do templo de Hércules, um grande canal corria pela cidade de leste a oeste e ligava as bacias do porto com um lago no oeste.