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terça-feira, 10 de junho de 2014

Cacique formado na USP sonha com mestrado para ser referência

Um de seus objetivos é criar um vestibular específico para os indígenas.Ubiratã Awá Baretédju, de 37 anos, mora em aldeia de Peruíbe, SP.
Mariane RossiDo G1 Santos
Cacique Ubiratã, em Peruíbe, SP (Foto: Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)Cacique Ubiratã, em Peruíbe, SP (Foto: Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)

Um cacique formado em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP) quer se tornar um mestrando em Antropologia. Morador de Peruíbe, ele já é responsável pelas aldeias do litoral paulista e quer ser referência em educação no País. Um de seus objetivos é criar um vestibular específico para os indígenas.


Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú, de 37 anos, nasceu e foi criado na aldeia Bananal, em meio à Mata Atlântica e a cerca de 15 quilômetros do Centro de Peruíbe. A aldeia, uma das mais antigas da região, com cerca de 300 anos de existência, abriga aproximadamente 13 famílias. Os índios coletam frutos, produzem sucos para consumo próprio, fazem o reflorestamento por meio de sementes e preparam mudas para o comércio. Na aldeia, as tradições indígenas dos tupis-guaranis também permanecem intocáveis. Apesar de já terem acesso à internet, à energia elétrica e outras tecnologias, perpetuam características de seus antepassados. Vivem da caça, da pesca, da confecção e venda de artesanato e de apresentações culturais.
Cacique Ubiratã, em Peruíbe, SP (Foto: Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)Cacique Ubiratã, em Peruíbe, SP (Foto: Ubiratã
Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)
A educação é a base para que as crianças indígenas e as próximas gerações possam eternizar os costumes e crenças de seu povo. “Na realidade, a educação indígena é aquela que nós aprendemos com os nossos antepassados, mas a educação escolar indígena é aquela que temos dentro das escolas”, fala o cacique. Por isso, as escolas indígenas foram montadas dentro das aldeias da Baixada Santista. Segundo o cacique, elas estão distribuídas nas cidades de São Vicente,Praia GrandeMongaguá e Peruíbe.
O ensino é diferenciado porque une as tradições indígenas com as disciplinas convencionais, encontradas em qualquer escola dos centros urbanos. “Antes, a educação era voltada à integração nacional e falava-se que o indígena não fazia parte da sociedade. Não podíamos fazer manifestações culturais, tirar dúvidas nas escolas. A própria educação era administrada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) na década de 1980. Em 1996, com algumas leis, o cuidado em relação às escolas indígenas passou para o Ministério da Educação (MEC). Essa lei nos beneficiou muito”, diz ele. Com as escolas indígenas, eles também têm mais autonomia para criar projetos político-pedagógicos, materiais didáticos e dinâmicas em grupo. Nas escolas, há desde o ensino infantil até nono ano. “Eu tenho aluno que, com quatro anos, já está lendo. As nossas escolas indígenas teriam que ser mais divulgadas”, explica.
Cacique após se formar em Pedagogia na USP (Foto: Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)Cacique após se formar em Pedagogia na USP (Foto: Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)
O cacique e outros índios receberam capacitação para atuar nesses centros especializados de ensino. Entre 2006 e 2008, eles fizeram o Curso Superior Indígena de Pedagogia na USP. As aulas eram ministradas no campus da faculdade uma vez por semana e também aconteciam na prática, dentro das aldeias. “Nós recebemos a formação em serviço, que foi melhor aproveitada. Quando se faz uma pedagogia formal, você adquire muitas teorias. No nosso caso, ficávamos uma semana em São Paulo e depois voltávamos para as nossas escolas, nossas aldeias, e aplicávamos lá”, conta o cacique. Após se formarem, eles começaram a atuar nas escolas indígenas de maneira efetiva, com material oferecido pelo Estado e pelo Governo Federal. Mas, segundo o cacique, os livros e líderes que falam sobre a cultura indígena já estão defasados. De acordo com ele, o discurso é sempre sob a visão do não indígena, o que prejudica a imagem das comunidades.
Ubiratã durante palestra em encontro (Foto: Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)Ubiratã durante palestra em encontro (Foto:
Ubiratã Gomes Awá M´Baretédjú/Arquivo Pessoal)

Por isso, o cacique quer ter mais conhecimento e ser referência no ensino dos indígenas. Formado em Pedagogia, agora ele busca um mestrado. No ano passado, ele passou por várias fases do processo seletivo, mas, na última, foi barrado pela banca avaliadora. Segundo ele, o motivo dado pelos professores foi a falta de referências bibliográficas no projeto apresentado, mas ele acredita que houve outros problemas. “Três aprovaram e um não. Foi frustração mesmo. Eu creio que tenha sido preconceito, porque os argumentos foram muito vazios. Pretendo não desistir nunca, ainda mais sendo brasileiro nato como eu. Sei que tenho capacidade para isso. Também sei que vai ser difícil, sendo indígena ou não”, diz.



O cacique ficou decepcionado com o resultado e decidiu não tentar o processo seletivo para o mestrado neste ano. No entanto, ele não parou os estudos e a produção de cultura, abriu uma produtora e está fazendo documentários dentro da aldeia sobre o mundo indígena. Ele e a esposa são responsáveis pela gravação, produção e edição de todo o material. Além disso, o cacique continua participando de projetos dentro da USP, principalmente os ligados à Antropologia, sempre em prol da educação da comunidade indígena no Brasil. "Quero criar um vestibular especifico para indígenas. A educação indígena hoje é uma grande referência. Junto às lideranças, estamos procurando formar cidadãos, com uma cultura que se fortalece a cada dia”, conclui.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Rei Juan Carlos da Espanha abdica em favor de seu filho

Rei disse que renuncia para 'abrir uma nova etapa de esperança'. Príncipe Felipe de Borbón (Felipe 6º)  será proclamado no dia 18 de Junho.

Em discurso à nação, Juan Carlos, de 76 anos, afirmou que decidiu abdicar em favor do filho para que se possa "abrir uma nova etapa de esperança na qual se combinem a experiência adquirida e o impulso de uma nova geração".

"Decidi colocar fim ao meu reinado e abdicar da coroa da Espanha", informou o monarca, ressaltando "um impulso de renovação, de superação, de corrigir erros e abrir caminho para um futuro decididamente melhor".

O rei disse que "hoje uma geração mais jovem merece passar à primeira fila" para empreender "as mudanças e reformas exigidas pela atual conjuntura".
O Rei Juan Carlos da Espanha durante anúncio de sua abdicação nesta segunda-feira (2) (Foto: Spanish Royal Palace/AP)Juan Carlos durante anúncio de sua abdicação nesta segunda-feira (2) (Foto: Spanish Royal Palace/AP)
"Estes anos difíceis nos permitiram fazer um balanço autocrítico de nossos erros e de nossas limitações como sociedade", declarou, com semblante sério, em um discurso simples de seis minutos, gravado no Palácio da Zarzuela, em Madri.
"Meu filho Felipe, herdeiro da Coroa, encarna a estabilidade que é sinal de identidade da instituição monárquica", acrescentou Juan Carlos, que, apesar de ter passado por várias cirurgias nos últimos anos, havia declarado recentemente que não abdicaria do trono.
O rei assegurou que, "fiel ao desejo político" de seu pai, o Conde de Barcelona, de quem herdou o legado histórico da monarquia espanhola, quis ser o "rei de todos os espanhóis". O monarca expressou sua gratidão à rainha Sofía, "cuja colaboração e generoso apoio não me faltaram nunca".
O rei também disse que pensou em deixar o cargo em seu aniversário de 76 anos e que, ao olhar para trás, pode "apenas sentir orgulho e gratidão" em relação ao povo espanhol.
Decisão política
Uma fonte do palácio real informou à agência Reuters que os motivos da abdicação são políticos, e não de saúde. "É uma decisão política. Ele está abdicando devido aos novos desafios na Espanha, porque acredita que é necessário dar espaço para a nova geração", afirmou a fonte.

"Vi o rei convencido de que esse é o melhor momento para que possa acontecer, com toda a normalidade, a mudança na chefia de Estado e a transmissão da coroa ao príncipe Felipe, que reinará como Felipe VI", disse o premiê Rajoy.
O rei da Espanha chegou ao trono em 22 de novembro de 1975, apenas dois dias depois da morte do ditador Francisco Franco, que o havia nomeado seu sucessor. Muito popular, especialmente após fazer oposição a uma tentativa de golpe de Estado em 23 de fevereiro de 1981, o monarca viu sua aceitação cair entre os espanhóis nos últimos anos, após uma série de escândalos.
Seu filho, Felipe de Borbón, de 46 anos, se tornou Príncipe das Astúrias, título do herdeiro da Coroa espanhola, em janeiro de 1977.
Sua filha, princesa Cristina, e o marido dela, Iñaki Urdangarin, estão sendo investigados em um caso de corrupção. Ambos negam qualquer irregularidade. Um juiz em Palma de Mallorca deve decidir em breve se Urdangarín irá a julgamento pelas acusações de desvio de 6 milhões de euros de fundos públicos por meio de entidades beneficentes.
Em seu pronunciamento no Palácio da Moncloa, sede do Executivo, Mariano Rajoy lembrou o papel do rei na transição democrática na década de 1970, após a ditadura de Francisco Franco, e disse que ele "foi um defensor infatigável" dos interesses da Espanha. "O rei deixa uma impagável dívida de gratidão a todos os espanhóis."
Rajoy prestou homenagem ao rei ao afirmar que "renuncia ao trono uma figura histórica tão estreitamente vinculada à democracia espanhola que não é possível entender uma sem a outra".
Rajoy acrescentou que convocou para esta terça-feira (3) um Conselho de Ministros extraordinário para tramitar a renúncia do rei ao trono, mediante a aprovação de uma Lei Orgânica como estabelece a Constituição espanhola.
"Quero transmitir que este processo se desenvolverá em um contexto de estabilidade institucional e como prova da maturidade de nossa democracia", disse Rajoy.
Príncipe da Espanha, Felipe  e princesa Letizia (Foto: AFP)
Príncipe Felipe assumirá o trono, e Letizia Ortiz será
a nova rainha da Espanha. (Foto: AFP)
O parlamento já iniciou os preparativos para a tramitação da abdicação de Juan Carlos I, assim como para o ato de coroação do futuro rei Felipe VI.
Após o governo aprovar nesta terça o texto da lei, o Executivo deverá receber o sinal verde da Mesa do Congresso, que abrirá um prazo para que os grupos parlamentares apresentem emendas.
As leis orgânicas, relativas ao desenvolvimento dos direitos fundamentais ou da Coroa, necessitam da maioria absoluta do Congresso para serem aprovadas. Uma vez que a norma obtenha o sinal verde da câmara baixa, passará ao Senado e, se este não introduz modificações, será aprovada definitivamente.
Foto de 10 de junho de 1971 mostra o então príncipe Juan Carlos ao lado do ditador Francisco Franco (Foto: AFP)Foto de 10 de junho de 1971 mostra o então príncipe Juan Carlos ao lado do ditador Franco (Foto: AFP)
 A abdicação é uma medida excepcional na Coroa espanhola. Nos últimos séculos, só foi realizada em seis ocasiões, a última em 1941, quando Alfonso XIII renunciou em favor de seu filho Juan de Bourbon, pai do rei Juan Carlos.

A vitória de partidos republicanos nas eleições municipais em 1931 acabou ocasionando a abdicação de Alfonso XIII e a imediata proclamação da República. Exilado em Roma, Alfonso XIII abdicou em favor de seu terceiro filho, Juan de Bourbon, pouco antes de morrer, em 1941.
Juan de Bourbon nunca chegou a reinar e, em 1977, apresentou oficialmente a renúncia aos seus direitos ao trono perante seu filho, o rei Juan Carlos – que já era chefe do Estado desde 1975, após a morte do ditador Francisco Franco.

sexta-feira, 28 de março de 2014

A PASSAGEM DE SAINT-EXUPÉRY PELO RIO GRANDE DO SUL HÁ MAIS DE 80 ANOS


Entre 1929 e 1931, o autor e piloto teria feito pousos em Porto Alegre e Pelotas.
A passagem de Saint-Exupéry pelo Rio Grande do Sul há mais de 80 anos Divulgação/Ver DescriçãoFoto: Divulgação / Ver Descrição
O homem que escreveu um dos livros mais vendidos do mundo, Antonie de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, teria vindo ao Rio Grande do Sul. Mais que isso: teria trabalhado aqui, passeado, tomado banho no rio Gravataí e — para orgulho dos mais bairristas — até saboreado um churrasco gaúcho.E Saint-Exupéry acaba aparecendo porque fora o trabalho nas letras, também era piloto e utilizaria essas pistas entre 1929 e 1931, período em que viveu em Buenos Aires. Não transportava gente, mas cartas da Europa para a América do Sul. Os aviões, ainda precários, não conseguiam percorrer longas distâncias, viviam quebrando e precisavam ir fazendo muitas paradas. Por isso, ele faria pousos periódicos nas cidades gaúchas. Os jornais da época alardeavam o feito dos "aparelhos possantes" que tinham feito viagem de Pelotas a Montevidéu em 3h40min. O mesmo trajeto hoje leva 40 minutos. As evidências da passagem do escritor pelo Estado começam a ser descobertas por um estudo que pretende colocar o Estado no mapa do patrimônio material e imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O projeto, coordenado pela Fundação Latécoère, quer restaurar as primeiras escalas de voo no Brasil, que por aqui ficavam em Porto Alegre e Pelotas.
Atualmente, a parada de pouso em Pelotas, que contava com uma pista, oficina mecânica e uma casa, já não pode ser reconhecida. Ao invés disso, se amontoam lixo, laranjas podres, madeiras, porcos e cavalos de criação, onde hoje é erguida a casa de Luís Fernando Oliveira, 36 anos. O que era para ser um vão para guardar peças de aviões se transformou em uma piscina de água preta e parada.

Em Porto Alegre, a pesquisa deve começar no segundo semestre. A única pista da passagem de Exupéry vinha na obra Voos noturnos, em que ele citava o município. "Havia brumas para os lados de Porto Alegre", escreveu. 
Mas a possível confirmação chegou pelo testemunho do jornalista, escritor e advogado Nilo Ruschel, no livro Rua da Praia. Ele escreveu ter visto o francês tomando uma hidrolitol, espécie de refrigerante, nos cafés da Rua dos Andradas. 
Nesse tempo, sequer tinha lançado sua obra prima e era reconhecido na cidade "pelos casacos de couro que os aviadores, e só eles, então vestiam", descreveu. Ruschel deixou registrado que os aviadores foram a um assado na zona sul da Capital e deu seu palpite pessoal: "Oh, Saint-Exupéry adorava o céu de Porto Alegre, e Mermoz (outro piloto), as mulheres!".

      
A antiga pista de pouso em pelotas - Foto: Reprodução  
Hoje o local é irreconhecível - Foto: Jerônimo Gonzalez 

O exemplo de Santa Catarina

A empresa para qual Saint-Exupéry trabalhava, a atual Air France e antiga Aéropostale, foi a primeira a fazer a distribuição de cartas por avião da Europa para América do Sul. A empresa tinha 28 cidades-escalas nos três continentes. Destas, 11 estavam no Brasil, como a de Pelotas, Porto Alegre e a do Campeche, em Florianópolis.

A casa onde Exupéry morou em Florianópolis - Foto: Cristiano Estrela


A proposta é recuperar esses locais e torná-los patrimônio da humanidade pela Unesco. Em cada um deles, existia uma casa onde os pilotos dormiam e reabasteciam os aviões, a pista de pouso, uma oficina para consertar as máquinas e as redes de comunicação sem fio. 

Em Pelotas, o lugar está irreconhecível. Em Porto Alegre, o local ainda não foi vistoriado. Já o de Campeche, no sul da Capital catarinense, ainda é possível ver a casa dos pilotos. Por lá, o processo está adiantado: foi apresentado um projeto, orçado em R$ 900 mil, para captar recursos via Lei Rouanet e restaurar o local.  A ideia é apresentar a história de cada piloto, maquetes dos aviões da época e uma coleção de selos.

As aventuras dos pilotos franceses

No década de 1920 e 1930, os aviões para uso comercial recém chegavam no Brasil. A empresa para qual Saint-Exupéry trabalhava foi a primeira a fazer um mapa aéreo do país. Foi pioneira na América do Sul. E para enfrentar o desconhecido contratou pilotos jovens entre 20 e 25 anos. Os aventureiros enfrentaram todo tipo de sorte com aviões que viviam quebrando no ar: há histórias pelo Brasil de pilotos caindo em aldeias indígenas, praias desertas e ainda na Cordilheira dos Andes em pleno inverno, onde um aviador conseguiu sobreviver após cinco dias de caminhada. 

 
O mapa da Aéropostale - Foto: Reprodução 
No 5º capítulo de O Pequeno Príncipe aparece o acendedor de lampiões. A pesquisadora Mônica Cristina acredita que tenha sido inspirado nos primeiros Voos noturnos no Brasil, que não tinham luzes nas pistas, mas moradores e pescadores os recebiam com tochas acesas.
Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/

terça-feira, 25 de março de 2014

ESTREIA DE SENNA NA F1 COMPLETA 30 ANOS


Muito obrigado pelas alegrias que você nos proporcionou às manhãs de domingo. Alegrias das quais, até hoje (20 anos), não tivemos mais!!!

 Fique com Deus!!!!

Eduardo Mariño Rial



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

  • Arqueólogos 'recriam' escola de gladiadores romana
  • O local fazia parte da cidade de Carnuntim, um importante posto militar e de comércio do império romano
    O local fazia parte da cidade de Carnuntim, um importante posto militar e de comércio do império romano
Arqueólogos conseguiram recriar digitalmente uma escola de gladiadores romana descoberta às margens do rio Danúbio, na Áustria.
As ruínas datam do século 2 a.C. e ainda permanecem em grande parte enterradas.

Para reconstruir virtualmente o local, os cientistas usaram radares de ponta capazes de penetrar no solo e mapear o que está sob a terra.

O trabalho dos arqueólogos foi publicado no periódico Antiquity.

Esta escola de gladiadores - elas eram chamadas de ludus na época - só perde em tamanho para outra que ficava atrás do Coliseu, em Roma, a Ludus Magnus.

A escola está numa área de 11 mil metros quadrados, cercada por uma muralha. O edifício propriamente dito ocupa 2,8 mil metros quadrados.

A escola ficava em Carnuntum, uma cidade romana que era um importante posto militar e comercial do império há 17 séculos. Estima-se que 50.000 pessoas viviam ali.

Segundo arqueólogos, a escola eram bem estruturada, tinha uma área circular de treinamento, celas para os gladiadores, áreas de banho e uma residência.

Estima-se que cerca de 100 escolas de gladiadores existiram durante o império romano, mas quase todos foram destruídos ou soterrados para que fossem erguidas novas construções sobre elas.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas- noticias/bbc/2014/02/28/arqueologos-recriam-escola-de-gladiadores-romana.htm

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

E MAIS UMA VEZ OS IMPERADORES DO CONSUMISMO "GANHAM" A SIMPATIA DOS ACULTURADOS!!! MEDÍOCRE A PROPAGANDA DO GUARANÁ TIRANDO O SARRO DOS "GRINGOS", SOB O COMANDO DO "MALANDRO" BRASILEIRO NEYMAR!!!! Depois os brasileiros querem ser respeitados lá fora!!! SANTA IGNORÂNCIA!!! POBRE DO POVO BRASILEIRO!!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

2014 - ANO INTERNACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR



Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014 visa a aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focalizando a atenção mundial em seu importante papel na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.
O objetivo do AIAF 2014 é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado.  O AIAF 2014 vai promover uma ampla discussão e cooperação no âmbito nacional, regional e global para aumentar a conscientização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares.

O QUE É AGRICULTURA FAMILIAR?

A agricultura familiar inclui todas as atividades agrícolas de base familiar e está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural. A agricultura familiar consiste em um meio de organização das produções agrícola, florestal, pesqueira, pastoril e aquícola que são gerenciadas e operadas por uma família e predominantemente dependente de mão-de-obra familiar, tanto de mulheres quanto de homens. 
Tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento, a agricultura familiar é a forma predominante de agricultura no setor de produção de alimentos.
Em nível nacional, existe uma série de fatores que são fundamentais para o bom desenvolvimento da agricultura familiar, tais como: condições agroecológicas e as características territoriais; ambiente político; acesso aos mercados; o acesso à terra e aos recursos naturais; acesso à tecnologia e serviços de extensão; o acesso ao financiamento; condições demográficas, econômicas e socioculturais; disponibilidade de educação especializada; entre outros.
A agricultura familiar tem um importante papel socioeconômico, ambiental e cultural.

POR QUE A AGRICULTURA FAMILIAR É IMPORTANTE?
  • A agricultura familiar e de pequena escala estão intimamente vinculados à segurança alimentar mundial. 
  • A agricultura familiar preserva os alimentos tradicionais, além de contribuir para uma alimentação balanceada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais.
  • A agricultura familiar representa uma oportunidade para impulsionar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover a proteção social e o bem-estar das comunidades. 


Fonte: http: www.fao.org/family-farming-2014/home/pt/

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Faraó Tutancâmon pode ter morrido atropelado por carruagem, diz estudo.
Em Londres




Imagens do mês (novembro/2013)8 fotos

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O faraó Tutancâmon pode ter morrido atropelado por uma carruagem quando tinha apenas 19 anos, segundo novo estudo conduzido pela Sociedade Egípcia de Exploração. Cientistas britânicos voltaram a analisar os traumatismos da múmia com uma "autópsia virtual" e constataram que uma carruagem se chocou contra o faraó enquanto ele estava de joelhos, o que esmagou sua pélvis e pressionou as costelas contra seus órgãos vitais Ben Curtis/AP
Cientistas britânicos acreditam ter resolvido o mistério que durante milênios cercou a morte do faraó egípcio mais famoso: Tutancâmon pode ter morrido com 19 anos atropelado por uma carruagem.
Essa é a conclusão de um estudo da Sociedade Egípcia de Exploração, cujo conteúdo completo será revelado no próximo domingo (10) em um documentário da rede de televisão britânica Channel 4.
A pesquisa revela que os restos do chamado "faraó menino" apresentam ferimentos similares aos que poderiam ter sido produzidos por uma colisão com uma carruagem, segundo divulgou à imprensa o diretor da sociedade, Chris Naunton.
O cientista também diz acreditar que a mumificação de Tutancâmon fracassou, a julgar pelas evidências de carne carbonizada encontradas em um exame legista de seus ossos realizado pelo antropólogo Robert Connolly, da Universidade de Liverpool, em 1969.
Howard Carter, descobridor do túmulo em 1922, e seu mecenas Lorde Carnarvon já advertiram, então, que o corpo do faraó apresentava misteriosos sinais de queimaduras, o que foi confirmado por Connolly em suas pesquisas.
O antropólogo também conseguiu determinar através de provas químicas que a carbonização da carne aconteceu dentro do sarcófago quando os óleos de embalsamar entraram em combustão pelo contato com o oxigênio e as telas.
A reação submeteu o cadáver de Tutancâmon a temperaturas superiores aos 200 graus Celsius e explica, em parte, outro dos mistérios que rodearam ao faraó: é o único que foi encontrado sem seu coração.

Fonte: http://noticias.uol.com.br

terça-feira, 6 de agosto de 2013




Pela 1ª vez, Brasil sedia congresso internacional sobre múmias



Múmias guardam segredos do passado; conheça algumas20 fotos

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A múmia Aymara faz parte do acervo do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, que sedia o 8º Congresso Mundial de Estudos em Múmias no Rio de Janeiro. É a primeira vez que o país recebe um evento internacional sobre o tema Fernando Frazão/Agência Brasil
É certo que as múmias ainda despertam muito interesse. Elas exercem um fascínio ao longo da história, não apenas para cientistas que tentam desvendar os mistérios, mas pela curiosidade que gera sobre tempos e culturas passadas. Algumas podem durar mais de 2.000 anos e podem ser encontradas no gelo, no deserto ou até mesmo em pântanos.
Pela primeira vez no Brasil, dezenas de pesquisadores se reúnem nesta semana, no Rio de Janeiro, em um evento para estudar múmias. O 8º Congresso Mundial de Estudos em Múmias começa nesta terça-feira (6) no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, e pretende reunir diferentes especialidades sobre mumificação e discutir técnicas de preservação, pesquisas menos invasivas, da microbiologia à paleoparasitologia.
"Como este é o primeiro congresso no Brasil, a ideia é cobrir a maior variedade possível de estudos sobre o tema e reunir pesquisadores dos mais diversos cantos do mundo voltados para a temática de múmias, que é bem variada, desde animais mumificados e múmias de todos os tipos", disse Claudia Carvalho, diretora do Museu Nacional, ligado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
O Brasil, em comparação a outros países, ainda está tentando avançar neste campo de estudos sobre a mumificação. Carvalho admitiu que faltam recursos, equipamentos tecnológicos para as pesquisas, mas acima de tudo, faltam pessoas para estudar.
"A ideia deste congresso é também divulgar, despertar vocações das multipossibilidades de estudos de múmias", salientou a organizadora do evento.
O corpo de pesquisadores que estudam múmias ainda é pequeno no Brasil, admite. De pesquisador sênior, não passam de 20. Mas já existem importantes trabalhos desenvolvidos na Fiocruz há duas décadas.
Cabeças do cangaço
Algo que tem chamado a atenção é um estudo antropológico que desenvolvido pelo Museu Nacional sobre a mumificação das cabeças de Lampião e Maria Bonita. Elas estiveram expostas durante anos no Museu Nina Rodrigues, em Salvador, mas, na década de 1960, as cabeças de Lampião e Maria Bonita foram reenterradas.
Claudia Carvalho integra o corpo de pesquisadores que se debruça sobre o tema e pretende entender as perspectivas da época para compreender como foi feita a mumificação das cabeças e a polêmica da devolução à família.
"O que me chamou bastante atenção foi a alusão à mumificação egípcia. As cabeças teriam sido mumificadas seguindo a tradição egípcia. Provavelmente não é certo, a tradição egípcia é mais elaborada do que o que contam os relatos, elas foram  primeiro salgadas [Lampião e Maria Bonita]", contou.
A cientista diz ter ficado surpresa com a repercussão do estudo e afirma que este tema ainda continua despertando bastante interesse.
"Essa é uma questão bastante curiosa e revela muito a perspectiva que se tinha sobre como trabalhar a ciência e os restos, a exibição de corpos humanos ou não, e devolução dos objetos às suas comunidades de origem."
O grupo de pesquisadores não cogita desenterrar Lampião e Maria Bonita, ainda mais pela polêmica que geraria tantos décadas mais tarde. Para a ciência, caso fossem desenterradas, as cabeças mumificadas já teriam perdido todo seu material de preservação.
"Ainda não conseguimos levantar, se é que existem detalhes sobre como o material foi reenterrado."
Acervo nacional
O Museu Nacional detém um importante acervo de múmias preservadas por meios naturais e artificiais: são mais de 700 exemplares guardados na reserva técnica, sendo que três delas são consideradas "múmias brasileiras" - uma foi encontrada na caverna da Babilônia, no município de Goianá, em Minas Gerais.
Algumas das múmias egípcias foram adquiridas ainda por Dom Pedro 1º, outras do período romano - que estão ainda sob estudo - foram presenteadas a Dom Pedro 2º em sua viagem ao Egito. O Museu guarda ainda múmias andinas e oito de animais egípcios, como gatos e crocodilos.
"O material biológico normalmente não se preserva a não ser em condições muito especiais. Em geral, os tecidos biológicos se decompõem após a morte, a não ser que existam condições favoráveis a isso como um clima seco e baixa umidade", explicou.
Entre os trabalhos que serão apresentados durante o congresso, há estudos de caso desenvolvidos em Luxor, no Egito, e discussões sobre a prática da plastinação - um método de preservação de tecidos humanos para fins didáticos -, além do uso de escâner e digitalização em 3D nas pesquisas.
O último encontro sobre múmias aconteceu em 2011, na cidade de San Diego, nos Estados Unidos. O congresso também já ocorreu em Santorini (Grécia), Turim (Itália), Ilhas Canárias (Espanha) e Arica (Chile). São esperados pesquisadores de países como Canadá, França Itália, México, Peru, Chile, Argentina, Dinamarca, Reino Unido, Egito e China.

terça-feira, 30 de julho de 2013

PALÁCIO DA LIBERDADE


ExposiçãoExposição informativa usa imagens de arquivo e animações

PUBLICADO EM 30/07/13 - 03h00

Foi inaugurado ontem o projeto museográfico “Palácio da Liberdade: Memórias e Histórias”, que ocupa 30 cômodos do prédio a instalado na praça da Liberdade em 1897 e que será aberto a visitação nos fins de semana e nos feriados a partir deste domingo. Permanente, a mostra marca o reconhecimento do espaço, com acervo histórico, arquitetônico, artístico e memorialístico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), como o oitavo museu do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

“O objetivo é recordar as experiências de vida dos ex-governadores do Estado, utilizando as tecnologias mais modernas. Dessa forma, será possível avaliar os aspectos do tempo em que cada um deles viveu”, explica o governador ntonio Anastasia, durante a solenidade de abertura da exposição. O evento também contou com a presença da secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, e de vários outros convidados, inclusive familiares de ex-governadores.

Instalada no térreo e no primeiro andar do Palácio da Liberdade, a exposição informativa usa imagens de arquivo e animações para simular diálogos entre personalidades políticas.

Para o museógrafo Marcello Dantas, que foi também responsável pelo projeto do Museu das Minas e do Metal, a ideia de acolher essas histórias movimenta uma restauração simbólica do espaço, a partir da circulação de memórias às vezes pouco conhecidas. “A partir disso, podemos entender vários aspectos inclusive da história do Brasil que de alguma forma convergem para esse espaço”, diz.

Já a arquiteta Glaucia Branco acrescenta que foi ressaltada, nas intervenções, a ideia de elemento-surpresa. “Foram colocados objetos com sensores de presença que reagem ao deslocamento das pessoas”, afirma a especialista.

Fonte: http://www.otempo.com.br/cidades/exposi%C3%A7%C3%A3o-retoma-hist%C3%B3ria-de-governadores-de-minas-1.688656